Prefeitura vai reabrir refeitórios de 168 escolas municipais

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Síndrome Respiratória Aguda Grave

Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio


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A Prefeitura do Rio anunciou que vai reabrir, em agosto, os refeitórios de 168 escolas municipais. Segundo o prefeito Marcelo Crivella, os refeitórios ficarão abertos de segunda a sábado, e vão oferecer café da manhã e almoço para pelo menos 20 mil alunos da rede municipal.

A medida é controversa, porque a volta das crianças aos refeitórios e todo o processo de preparo dos alimentos podem ser vetores de proliferação do coronavírus. A Prefeitura, no entanto, alega que testou 228 merendeiras que estariam “imunizadas” contra a Covid-19, porque já contraíram o vírus transmissor da doença. Essa hipótese de imunização das pessoas que já tiveram a Covid-19 carece de comprovação científica.

“Já foram distribuídas pela Prefeitura mais de 300 mil cestas básicas. Mas o que a gente está notando é que essa cesta básica acaba sendo dividida com a família, porque há muito desemprego em casa. Então, é preciso garantir o café da manhã e o almoço exclusivos para a criança, dentro daquela dieta a que ela estava acostumada. E há coisas que a cesta básica não pode ter, porque estragam. Não pode ter bife, peixe, iogurte, que as crianças tinham na escola. Então, voltar os refeitórios para quem precisa é muito importante”, afirmou o prefeito Marcelo Crivella.

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Inicialmente, serão reabertos os refeitórios de escolas situadas em áreas de maior vulnerabilidade social. De acordo com a administração municipal, as mesmas merendeiras que vão atuar neste primeiro momento serão testadas novamente em 30 dias.

Cestas prometidas não chegam

Ao anunciar a reabertura dos refeitórios, o prefeito Marcelo Crivella disse que a Prefeitura do Rio já entregou mais de 300 mil cestas básicas para as famílias de alunos da rede municipal. Muitas dessas famílias, porém, reclamam de nunca ter recebido essa ajuda.

No final de junho, uma reportagem do G1 mostrou que pais de alunos de três escolas nas zonas Norte e Oeste da cidade ainda não tinham recebido as cestas básicas.

“Desde março nessa luta para receber uma cesta básica, e até agora nada. O prefeito, como sempre, prometeu que no dia 15 de junho todas as crianças da rede municipal iriam ganhar uma cesta básica. Hoje, já são dia 30 de junho, e mais uma vez essa promessa não foi cumprida. A gente tem que rir para não chorar, infelizmente. Até hoje, minha filha não recebeu uma ajuda do município, lamentavelmente”, lamentou uma mãe de aluna ouvida pelo G1.

Ainda no começo da pandemia, a Prefeitura começou a entregar aos responsáveis pelos alunos cartões-alimentação, com uma recarga de R$100. As recargas foram logo canceladas e substituídas pelas cestas básicas. Ao ser questionado pela mãe de um aluno sobre essa interrupção do crédito, o prefeito Marcelo Crivella disse que o benefício foi suspenso após pedido do Ministério Público porque os usuários estariam usando o dinheiro para comprar “cigarro e cachaça”.

O prefeito foi desmentido pelo MP-RJ, que emitiu nota negando o pedido.

“O Grupo de Atuação Especializada em Educação (Gaeduc/MPRJ) esclarece que não tem conhecimento sobre a expedição de recomendação ou do ajuizamento de ação requerendo a proibição da distribuição ou da recarga dos cartões-alimentação entregues a famílias de alunos da rede municipal pública de ensino”, dizia o texto.

Sepe-RJ tenta barrar reabertura dos refeitórios

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ) vai tentar impedir a reabertura dos refeitórios de escolas municipais através de uma ação civil pública. No texto do pedido, o Sepe-RJ que é impossível manter o distanciamento social indicado pelas autoridades sanitárias durante a permanência das crianças e adolescentes nas escolas, o que facilita a propagação do novo coronavírus.

O documento elaborado pelo sindicato também destaca que, antes mesmo da pandemia, “a falta de condições e de equipamentos de segurança do trabalho já havia ocasionado o adoecimento em massa das merendeiras do município do Rio de Janeiro, sendo certo que em torno de 50% (cinquenta por cento) dessas profissionais se encontram afastadas das funções e em reabilitação”.

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