Vereadora fiscaliza Cristo Redentor e atesta problemas

Presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Câmara sentiu na pele problemas de acessibilidade enfrentado por cadeirantes no local. 
Vereadora fiscaliza Cristo Redentor e atesta problemas

Foto: Douglas Mateus

Por Elder Fernando 

Uma aventura perigosa! Assim foi classificada a fiscalização que a vereadora Luciana Novaes, presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizou nesta segunda-feira (19/08) no Cristo Redentor. Umas das sete maravilhas do mundo passa por problemas de acessibilidade. Logo no início, um obstáculo. Uma enorme cratera em uma das principais ruas de subida impedia carros de acessarem o monumento. Foi necessário então usar um caminho alternativo. Ao chegar no ponto em que uma van da ICMBio, órgão federal que administra o Parque Nacional da Tijuca, que leva turistas a um lugar mais próximo do Cristo, mais uma dificuldade. Levou mais de 20 minutos o embarque no veículo, pois o motorista não sabia prender o cinto, único item presente para segurança do cadeirante durante o trajeto. Somente depois que um assessor da vereadora manuseou o equipamento, foi possível a colocação adequadamente. A irmã da vereadora, que também é técnica em enfermagem e a acompanha diariamente, ressaltou a importância da proteção.

– A Luciana, por exemplo, não possui os movimentos e não tem sustentação do tronco. Por isso, não dá pra gente bobear com a questão do cinto de segurança. Apesar do cinto não dar estabilidade completa durante o percurso, ele ajuda que o corpo dela não seja projetado para frente. – explicou Jorgiane Novaes.

Ao chegar no local de acesso para a visita ao monumento, mais uma constatação. Desde Abril deste ano após as fortes chuvas que atingiram o Rio, o Cristo Redentor está com problemas nos elevadores. Apenas um está em funcionamento, outros dois estão sem uso. Já as escadas rolantes, principal acesso para pessoas com mobilidade reduzida segue sem funcionamento, e não há nenhum tipo de acesso a cadeirantes, uma vez que é necessário subir 120 degraus, a partir do rol de elevadores, para conseguir chegar aos pés do monumento. A vereadora Luciana Novaes desabafou.

– Até quando as pessoas com deficiência vão ter seus direitos violados? Senti na pele o que cadeirantes passam pra chegar até aqui. Além disso, é um absurdo que apenas um elevador esteja funcionando para centenas de pessoas e que as escadas rolantes estejam completamente paradas. É um desrespeito, eu me sinto excluída da sociedade. Sou carioca e não consigo subir aos pés do Cristo! – afirmou.

Luciana Novaes prometeu tomar medidas e cobrar aos órgãos que administram o Cristo. Um relatório deve ser emitido ao ICMBio e à empresa Trem do Corcovado cobrando o funcionamento das escadas rolantes e a instalação de uma plataforma elevatória para que cadeirantes possam conseguir chegar até o ponto turístico.