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Vereadora Luciana Novaes fiscaliza Conselho Tutelar do Méier

Precariedade de prédios põem usuários em risco e funcionários precisam usar a criatividade para conseguir atender.

Por Elder Fernando

Há quase duas semanas, a população brasileira foi as urnas para escolher os novos conselheiros de assistência social nos bairros e cidades onde moram. O Conselho Tutelar tem a responsabilidade do papel social de zelar pelos direitos da criança e do adolescente, garantir que os direitos sejam cumpridos, além de prestar assistência aos que tenham a ausência da família. A vereadora Luciana Novaes, presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência foi fiscalizar um dos locais de atendimento para conferir como andam os atendimentos e a situação do prédio que abriga o Conselho Tutelar 04, responsável pelo atendimento ao Méier, na Zona Norte. O resultado foi mais um equipamento com condições precárias.

Falta o habite-se do corpo de bombeiros e as fiações encontram-se expostas por toda a parte ameaçando a qualquer momento um incêndio de grandes proporções. Pelas paredes e tetos, a situação ainda é mais precária, rebocos ameaçam cair. Portas de um armário chegaram a ser improvisadas quando janelas caíram. Já o único elevador do prédio, não está em funcionamento há muito tempo. Funcionários afirmaram que recentemente fizeram uma espécie de vaquinha para pintar o local para amenizar as infiltrações e mofos que tem em várias áreas de atendimento.

É a terceira vez que a vereadora Luciana Novaes visita o Conselho Tutelar do Méier. Segundo ela, os problemas só pioram a cada visita.

— O local está com precariedade e precisaria ser retirado daqui com muita urgência. Um incêndio aqui causaria uma tragédia sem precedentes. Como atender alguém aqui nestas condições? Em todas essas fiscalizações que realizei nesta unidade e no Centro, emiti um relatório ao Ministério Público e também a Secretaria Municipal de Assistência Social, para que medidas sejam tomadas. — afirmou a vereadora.

A unidade que atende ao Méier não é a única que sofre com o abandono. Outros 14 equipamentos estão com ações civis na justiça por problemas estruturais graves e aguardam desfechos. Enquanto isso, funcionários sofrem para garantir o mínimo de atendimento e usuários seguem ameaçados pelos riscos que o local oferece.